METODOLOGIA

Foi eleita a abordagem qualitativa para a orientação conceitual da investigação, iniciando com a leitura de textos relacionados ao objetivo da pesquisa e trabalhando com os pressupostos e técnicas da pesquisa-ação, oriunda da Psicologia Social, ou seja, a presente pesquisa visa tanto à geração de dados como também uma possibilidade de modificação social, que no caso deste trabalho está associada à proposta de desenvolvimento de significativos jovens leitores. Para a coleta e registro de dados, foram realizados quatro encontros com o grupo de jovens integrantes da comunidade de leitores. Além disso, foram coletadas informações na biblioteca do Colégio Christus Dionísio Torres com o programa digital AutoBib, que fornece o registro das locações dos livros do acervo.

Toda a literatura lida na Comunidade é previamente selecionada, tendo como principal critério a demanda do grupo.

Os encontros foram realizados quinzenalmente na sala de F.E.C (Filosofia Ética Cristã), um espaço bem iluminado, ventilado, repleto de almofadas e propício para atividades que não se enquadram na estética clássica de ensino, ou seja, um lugar para a prática das chamadas “Metodologias Ativas”. Os integrantes são alunos do 9° ano do Ensino Fundamental do colégio Christus Dionísio Torres. Cada encontro teve a duração média de 1 hora.

A dinâmica dos encontros é organizada em quatro momentos. No primeiro momento, são apresentados os autores dos contos que serão lidos, comenta-se brevemente sobre a vida de cada um, sua importância para a literatura e o porquê dele ter sido selecionado. Em um segundo instante, a leitura é feita pelos integrantes. O terceiro momento é quando se realiza o multiálogo. A etimologia da palavra diálogo é “di- dois” e “logos- inteligência, estudo, palavra”, ou seja, são duas inteligências (duas pessoas) discutindo para chegar a uma determinada conclusão. O prefixo “multi- muitos” remete a todas as pessoas presentes na conversa, ou seja, são muitas pessoas discutindo para chegar a uma determinada conclusão (CEGALLA, 2005). O multiálogo não segue um esquema inflexível de perguntas objetivas, é, em sua essência, uma conversa sobre os contos lidos. Nele, o mentor da comunidade lança mão de uma série de questionamentos de natureza subjetiva para que o texto seja trabalhado de maneira criativa e livre pensante, os integrantes desenvolvem suas próprias respostas de acordo com suas leituras de mundo. O quarto momento é a entrega de um conto para ser lido em casa. Conforme a demanda do grupo, esse texto é trabalhado nos encontros ou não.

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